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Polícia Civil Investiga Homicídio de Universitária em Morrinhos, Ceará

G1

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará confirmou que a Polícia Civil está apurando o caso da universitária Ana Rerica de Messias, de 19 anos, encontrada sem vida em Morrinhos, interior do estado. O corpo da jovem foi descoberto na última sexta-feira (29) com lesões compatíveis com o uso de um objeto perfurocortante.

Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada relacionada ao crime. A Delegacia de Polícia Civil de Marco, município vizinho, é a responsável pelas investigações.

Detalhes da Vítima e da Investigação

Ana Rerica de Messias, natural de Morrinhos, dedicava-se ao trabalho como profissional de apoio a crianças com necessidades especiais na rede de ensino municipal. Além de suas atividades na educação, ela complementava sua rotina com aulas de reforço e ajudava em um estabelecimento comercial de uma tia no período noturno. A jovem era membro da igreja Assembleia de Deus Bela Vista e cursava Pedagogia na modalidade de ensino à distância.

O local onde o corpo foi encontrado é uma via pública na localidade rural de Bom Princípio. Conforme informações da SSPDS, a arma utilizada no crime não foi detalhada publicamente.

No sábado (30), equipes da Polícia Militar conduziram um suspeito à unidade policial para prestar depoimento. Após ser ouvido, o indivíduo foi liberado por não haver elementos comprobatórios que justificassem uma situação flagrancial naquele momento, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

Circunstâncias e Objetos Encontrados

A família da vítima relatou o último contato com Ana Rerica por volta das 21 horas de sexta-feira. Na ocasião, ela informou que se encontraria com seu irmão em uma praça, mas não compareceu ao local nem respondeu a novas tentativas de contato. A motivação para o homicídio ainda não foi esclarecida pelas autoridades.

No cenário do crime, a motocicleta da estudante e outros pertences foram encontrados. Contudo, o aparelho celular e a chave do veículo estavam ausentes. A perícia realizada no corpo da jovem indicou que não havia sinais de violência sexual, informação confirmada aos familiares. O caso, no entanto, não foi oficialmente classificado como feminicídio pela Polícia Civil até a presente data.

Além da Polícia Civil, equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foram acionadas para auxiliar nas diligências e coleta de evidências.

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