
Um relatório recente da Polícia Federal (PF) confirmou que nenhuma arma de fogo foi localizada durante a operação de busca e apreensão realizada na moradia do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde ele cumpre regime de prisão domiciliar. A ação policial, executada na manhã desta quarta-feira, tinha como objetivo encontrar armas, munições, acessórios e documentos de registro, conforme mandado expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A incursão teve início por volta das 7h e foi concluída às 8h59, estendendo-se por aproximadamente uma hora e cinquenta e nove minutos. Agentes da PF, acompanhados por duas testemunhas, inspecionaram os cômodos da propriedade, mas não identificaram qualquer tipo de armamento. A defesa do ex-presidente, por meio do advogado João Henrique Freitas, confirmou a nova operação em publicação na plataforma X, reiterando que nada foi apreendido.
Contexto da Medida Judicial
A determinação para a busca e apreensão está inserida em um contexto mais amplo, após o ministro Alexandre de Moraes manter a prisão domiciliar de Bolsonaro e, subsequentemente, ordenar que todas as armas registradas em nome do ex-presidente fossem entregues à Polícia Federal. Essa medida judicial seguiu um incidente anterior, ocorrido em 15 de junho, quando a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma pertencente a Bolsonaro em uma abordagem envolvendo um de seus seguranças, fato inicialmente divulgado pelo Metrópoles.
Em depoimento, Jair Bolsonaro reconheceu a posse da arma apreendida pela PMDF, confirmando que ela se encontrava em sua residência, no condomínio Solar de Brasília, durante o período de sua custódia domiciliar. Na ocasião, o ex-presidente justificou a necessidade do armamento, mencionando a presença de familiares femininas em sua casa. Em decorrência desses eventos, um inquérito foi instaurado para apurar os fatos.
Ainda como parte das determinações, o ministro Moraes exigiu que o ex-presidente entregasse todos os seus artefatos bélicos registrados sob o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, visando à regularização da situação e ao cumprimento da ordem judicial.
