
A criança foi socorrida para uma UPA e recebeu atendimento médico. O padrasto da criança foi indiciado por abandono de incapaz
Uma policial militar salvou uma criança de um ano e 11 meses que foi esquecida, trancada e desacordada dentro de um carro no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, na tarde desta quarta-feira, 19, por volta das 12h30min.
A soldado Andrezza Rakoff estava de folga quando ouviu gritos de moradores e foi verificar. Inicialmente, ela pensou que se tratava de uma tentativa de furto, mas, ao se aproximar, percebeu a gravidade da situação.
“Quando cheguei, escutei ‘morreu, morreu’ e vi uma criança presa e desacordada dentro do carro, esqueceram uma criança dentro do carro,” relatou a policial. Segundo a PM, a menina, que tem 1 ano e 11 meses, estava molhada de suor e não respondia aos estímulos.
Moradores no local afirmaram que a criança ficou aproximadamente duas horas dentro do veículo, que estava sob forte calor e completamente fechado, sem qualquer ventilação. A policial criticou o fato de muitas pessoas estarem filmando e conversando sem tomar providências.
“De imediato, eu quebrei o vidro. Me deram um martelo, quebrei o vidro e destravei a porta por dentro e tirei a criança”, descreveu a militar.
Após o resgate, a policial Andrezza solicitou apoio de uma viatura e levou a criança para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Conjunto Ceará, onde ela foi direcionada para a sala vermelha devido à gravidade do quadro.
A menina recebeu alta médica após o atendimento. A mãe da criança compareceu à UPA em estado de desespero e agradeceu a ação da policial que salvou a vida da filha.
Padrasto indiciado por abandono
A mãe informou que havia deixado a menina sob a responsabilidade do padrasto, que deveria levá-la à creche antes de seguir para o trabalho.
A policial e a equipe que prestou apoio à ocorrência se dirigiram à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa). O caso foi registrado como abandono de incapaz em desfavor do padrasto, que não compareceu à unidade policial.
A delegacia instaurou o procedimento por meio de portaria e ainda solicitou uma medida protetiva para que o padrasto seja impedido de se aproximar da criança.
