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Policial Militar é Presa por Suspeita de Homicídio e Fraude em Esquema de Contas Falsas no Ceará

G1

A policial militar Júlia Natália Girão Gomes foi detida no Ceará, enfrentando sérias acusações que abrangem desde a suspeita de envolvimento na morte de um colega da corporação, encontrado carbonizado, até a participação em um esquema de venda de perfis fraudulentos para motoristas de aplicativos de transporte. A prisão ocorreu nesta terça-feira, 11 de junho, em meio a investigações que também implicam o marido da militar, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior.

Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, cônjuge da policial, foi igualmente detido em flagrante no mesmo dia, após a localização de munições e documentos falsos em sua posse. Ele já havia sido preso em setembro do ano anterior por sua atuação no esquema de comercialização de contas falsas em plataformas de transporte. Atualmente, ele responde por crimes como estelionato, falsa identidade, ocultação de bens, integração a organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo.

Detalhes das Acusações e Operação Fraudulenta

Júlia Natália, por sua vez, é acusada de estelionato, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. As investigações sugerem que o marido era o mentor da fraude, enquanto ela contribuía cedendo informações pessoais e recursos financeiros e de comunicação para viabilizar as atividades ilícitas do grupo. A militar é também apontada como suspeita no caso do homicídio do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, cujo corpo foi descoberto carbonizado dentro de um veículo na cidade de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A soldado, que havia ingressado na Polícia Militar do Ceará em novembro de 2024, foi autuada em flagrante por homicídio nas dependências do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, localizado na capital cearense.

O advogado Walmir Medeiros, responsável pela defesa da policial, questionou a validade da prisão em flagrante em declaração à TV Verdes Mares. Ele argumentou que, dado o comparecimento espontâneo de sua cliente à delegacia, um inquérito deveria ter sido instaurado em vez de uma autuação em flagrante.

Aprofundamento das Investigações e Ingresso na Corporação

A Polícia Civil explicou que os antecedentes dos indivíduos detidos têm origem em um inquérito instaurado em junho de 2025 pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, após uma denúncia formalizada por uma empresa de transporte por aplicativo. As apurações revelaram que o casal e mais onze pessoas integravam uma rede dedicada à criação de perfis falsos nas plataformas.

Em decorrência das evidências coletadas, Antoneudo foi detido e indiciado em setembro de 2025 por organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de capitais e fraude eletrônica. A policial militar foi igualmente indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Secretaria da Segurança Pública esclareceu que a classificação de ‘organização criminosa’ se baseia na reiteração dos delitos identificados ao longo da investigação policial.

A Secretaria da Segurança Pública também detalhou que Júlia Natália ingressou na Polícia Militar do Ceará por meio de concurso público em 2021, sendo convocada em 2022, período em que estava gestante. A fase de investigação social do certame foi concluída em fevereiro de 2022 sem reprovação. O Teste de Aptidão Física (TAF) foi adiado devido à gestação, sendo realizado e aprovado posteriormente. Ela concluiu o Curso de Formação de Soldados e foi efetivada em novembro de 2024. A pasta enfatizou que a entrada da soldado na PMCE precedeu os atos criminosos agora sob investigação.

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