
Durante uma visita ao Grupo Jaime Câmara nesta quarta-feira (14), o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, admitiu a existência de problemas estruturais na saúde municipal. Ele destacou que a administração está empenhada na construção de novas unidades para substituir as instalações antigas, em resposta a relatos do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) sobre as condições inadequadas em várias unidades de saúde da cidade.
Reconhecimento de desafios e ações planejadas
Em entrevista à TV Anhanguera, Mabel esclareceu que a falta de medicamentos não é um problema generalizado, embora tenha reconhecido dificuldades operacionais no funcionamento das unidades de saúde. “O que falta muitas vezes é o medicamento para a pessoa levar embora. Foi tratado, o médico passou a receita, mas na operação do posto de saúde não tem”, afirmou.
Substituição de unidades de saúde
O prefeito também mencionou que algumas unidades de saúde da capital estão em condições inadequadas para funcionamento. Em vez de reformas, a proposta da prefeitura é substituir esses prédios por novas estruturas. Mabel enfatizou: “Essas unidades de saúde nossas não têm mais condições. Você pega um Cais de Campinas, não tem mais o que reformar aquilo lá”.
Novas construções em andamento
Mabel anunciou que a gestão municipal planeja construir oito novos Centros de Atendimento Integrado à Saúde (CAIS) e oito novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Três dessas obras devem se iniciar ainda neste ano. “Vamos começar três esse ano”, declarou, destacando a localização das novas unidades em áreas estratégicas da cidade.
Medidas emergenciais para alagamentos
Além das questões de saúde, o prefeito abordou os alagamentos na capital e anunciou que a prefeitura iniciará a instalação de cancelas na Marginal Botafogo e na Avenida 87 como uma medida emergencial. Ele também informou que equipes foram contratadas para desenvolver projetos de piscinões, embora ainda não haja uma data definida para o início das obras.
Posicionamento sobre a taxa do lixo
Quanto à taxa do lixo, Mabel expressou a intenção de vetar a decisão da Câmara Municipal que derrubou a cobrança. “A taxa do lixo não pode ser derrubada. É inconstitucional”, afirmou, ressaltando que a retirada da cobrança só seria viável com a apresentação de uma nova fonte de arrecadação.
