
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou a confirmação do primeiro caso de mpox em 2026 na região Centro-Oeste do estado. A informação foi divulgada na terça-feira, dia 24, e refere-se a um homem de 36 anos, residente em Formiga.
A infecção é causada pelo vírus monkeypox, que pertence à mesma família do vírus da varíola. Os sintomas comuns incluem lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dores de cabeça e corporais, além de calafrios e fraqueza.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, o paciente havia viajado ao Rio de Janeiro no início de janeiro. Ele começou a apresentar sintomas, como febre e mal-estar, após retornar a Formiga no dia 12 de janeiro, além de diarreia e lesões vesiculares.
Após buscar atendimento médico especializado em infectologia, foram realizados exames que resultaram em um teste positivo para mpox, coletado em 21 de janeiro, com confirmação recebida em 24 de janeiro. O paciente foi mantido em isolamento em casa, apresentando um quadro leve, e não necessitou de tratamento antiviral, já que se recuperou espontaneamente.
As autoridades de saúde também informaram que os contatos do paciente foram monitorados, mas não foram identificados novos casos relacionados.
Até agora, a SES-MG confirmou cinco casos de mpox em 2026, todos com evolução para cura. Os outros casos foram registrados em Belo Horizonte e Contagem, com os pacientes variando entre 30 e 45 anos.
Compreendendo a Mpox
Os sintomas da mpox incluem lesões cutâneas, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dores de cabeça e corporais, calafrios e fraqueza. A transmissão ocorre principalmente por meio de contato direto com lesões, fluidos corporais e objetos contaminados. Quando surgirem sintomas, é recomendado procurar uma Unidade Básica de Saúde e informar sobre possíveis contatos com casos suspeitos.
Para evitar a propagação da doença, é importante evitar contato com indivíduos suspeitos ou confirmados. O uso de equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras, é aconselhável durante cuidados com esses pacientes.
A prevenção inclui isolamento de pessoas com suspeita ou confirmação da doença e a não partilha de objetos pessoais. A higiene frequente das mãos é fundamental.
O tratamento para a mpox foca em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações, já que a maioria dos casos tende a ser leve ou moderada. Atualmente, não há medicamentos específicos disponíveis para a doença.
A vacinação é uma estratégia importante, priorizando grupos com maior risco de complicações, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, além de profissionais de laboratório e indivíduos que tiveram contato próximo com casos suspeitos.
A SES-MG continua monitorando o cenário epidemiológico e enfatiza a importância de informações precisas e da adoção de práticas preventivas.
