
Antônia Tomaz Vieira, professora de 55 anos que foi tragicamente assassinada pelo ex-marido, estava prestes a se tornar avó. Sua nora, a dentista Kamila Malaquias, compartilhou nas redes sociais a notícia de que sua irmã está esperando um filho, neto de Antônia. A professora havia se separado de seu cônjuge, com quem foi casada por 35 anos, após descobrir uma traição.
O crime ocorreu no último sábado (21), em Jataí, no sudoeste de Goiás. Em uma emocionante declaração, Kamila expressou a dor da família, ressaltando que Antônia foi privada de vivenciar momentos com o neto que está prestes a nascer. “Uma mulher que foi impedida de conhecer o neto que está prestes a nascer, o meu sobrinho de quem foi arrancado o direito de conviver com avó paterna”, lamentou.
Karol Malaquias, nora de Antônia, também fez uma homenagem nas redes sociais, lembrando da professora como uma mulher forte e batalhadora. Karol se comprometeu a contar ao seu filho sobre as qualidades que a avó possuía, destacando que seu legado permanecerá nas memórias de todos que a conheceram.
Circunstâncias do crime
Antônia foi morta pelo ex-marido, Luziano Rosa Parreira, de 54 anos, na casa da avó dela. O empresário teria chamado a professora e, ao atendê-lo, disparou contra ela, tirando sua vida antes de cometer suicídio. A Polícia Civil informou que Antônia foi atingida na cabeça e no tórax, e apresentava lesões nas mãos e braços.
O delegado Marlon Souza Luz detalhou que Luziano chegou ao local aparentando estar em uma situação de reconciliação, portando um ursinho de pelúcia. Ele também mencionou que a dinâmica do crime e uma carta encontrada indicam que o feminicídio e o suicídio estavam planejados. Não foram encontrados indícios de que Antônia havia sofrido violência doméstica anteriormente.
Homenagens e legado
A professora, que lecionava matemática na Escola Estadual Polivalente Dante Mosconi, foi lembrada por alunos, amigos e familiares nas redes sociais. Muitos destacaram seu carinho e dedicação ao ensino, com ex-alunos expressando gratidão por suas contribuições.
A Polícia Civil segue investigando a situação, incluindo a verificação da arma usada no crime, que pertence a Luziano, que possuía licença de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC).
