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Protesto em Fortaleza clama por justiça após morte do cão Orelha em Santa Catarina

G1

Neste domingo (1º), centenas de pessoas e animais se reuniram na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, para exigir justiça pelo cão Orelha, que foi morto em Santa Catarina. A manifestação ocorreu em dois momentos, uma pela manhã e outra à tarde.

Mobilização em defesa dos direitos dos animais

O ato contou com a participação de protetores de animais, ativistas e cidadãos que apoiam a causa animal. Os manifestantes, munidos de cartazes, levantaram suas vozes contra a violência direcionada aos animais. O protesto no Ceará foi parte de uma série de eventos que ocorreram em várias cidades do Brasil, em resposta à repercussão nacional do caso do cão Orelha.

Stefanie Rodrigues, fundadora da ONG Anjos da Proteção Animal (APA), destacou a importância da mobilização. Ela enfatizou que a grande presença de participantes reflete a insatisfação da população com a normalização da violência contra os animais. Segundo ela, o movimento vai além de um único caso e busca promover respeito e políticas públicas eficazes para todos os animais.

Entenda o caso do cão Orelha

O cão Orelha morreu após ser agredido no dia 4 de janeiro. Ele era um animal comunitário, cuidado por moradores da Praia Brava, um bairro nobre de Florianópolis. Orelha foi encontrado agonizando por pessoas que estavam na área.

Inicialmente, a Polícia Civil investigou um grupo de quatro adolescentes suspeitos de agredir o cão. Na sexta-feira (30), um dos suspeitos foi excluído da investigação após a conclusão do inquérito, que determinou que ele não estava envolvido nos maus-tratos. O laudo pericial indicou que Orelha foi atingido na cabeça com um objeto contundente.

Os nomes e idades dos suspeitos não foram divulgados, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que assegura o sigilo em casos envolvendo menores.

Desafios na investigação

A investigação está sendo complexa, pois a Polícia Civil analisa cerca de mil horas de gravações de câmeras de segurança da região da Praia Brava durante o período das agressões. Um dos principais obstáculos é a falta de imagens que capturem o momento do ataque. Contudo, registros de outros incidentes na mesma área e época, que também teriam envolvido adolescentes, estão sendo considerados para elucidar o caso.

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