
Um dia rotineiro transformou-se em um pesadelo para Tereza Marcela, moradora do bairro Curió, em Fortaleza, quando um poste de energia desabou sobre seu carro. O incidente ocorreu nas proximidades da Areninha do Curió, deixando Tereza atordoada e preocupada com os prejuízos.
Segundo Tereza, ela estava apenas manobrando o veículo para não obstruir o trânsito quando o poste cedeu repentinamente. “Eu estava indo deixar minha filha no ponto de ônibus, quando fui surpreendida. O poste simplesmente caiu em cima do meu carro”, relatou a dona de casa, enfatizando que não houve colisão. “As imagens mostram claramente que a ponta do poste atingiu meu carro, e eu estava longe da base.”
Apesar do susto, Tereza escapou ilesa. “Graças a Deus, não sofri ferimentos físicos, mas é perturbador acordar no dia seguinte pensando que um poste caiu sobre você”, desabafou.
O incidente levanta a questão da responsabilidade pelos danos. O advogado Alysson Pires, especialista na área, explica que a concessionária de energia, no caso, a Enel, é quem deve arcar com os custos do reparo. “Ela [Tereza] agiu corretamente ao registrar o incidente, seguir os protocolos e procurar a entidade que regula a energia elétrica”, afirmou Pires, referindo-se às medidas tomadas por Tereza, que incluem o registro de um boletim de ocorrência e o contato com a empresa responsável.
Pires detalha os passos que qualquer cidadão deve seguir em situações semelhantes: registrar tudo com fotos e vídeos, buscar testemunhas e seus dados, registrar um boletim de ocorrência e acionar a concessionária responsável.
Para aqueles que não possuem seguro, o advogado tranquiliza, afirmando que é possível buscar o ressarcimento diretamente com a concessionária, comprovando o dano material com orçamentos de conserto. Caso a empresa negue o pagamento, a alternativa é recorrer ao Poder Judiciário.
Pires ressalta que a situação se agrava caso haja ferimentos. “O dano moral será maior. Haverá prejuízos com o trabalho, com o dia a dia, com a locomoção. E isso tudo gera muitos custos que precisam ser considerados.”
A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Conservação e Serviços Públicos de Fortaleza, que informou estar em diálogo com o Governo do Estado para apurar e resolver o problema, já que a obra da Areninha da Lagoa Redonda foi executada pelo poder estadual. A Superintendência de Obras Públicas do Estado também foi procurada para comentar o caso.
Fonte: g1.globo.com
