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Regulação do VOD é Prioridade no Quarto Fórum de Tiradentes

© Leo Fontes/Universo Produções

O Quarto Fórum de Tiradentes, realizado durante a Mostra de Cinema de Tiradentes, chegou ao fim na tarde de quarta-feira (28) com a divulgação da Carta de Tiradentes. Esse documento resume os consensos e diretrizes prioritárias do setor audiovisual brasileiro, destacando a regulação das plataformas de vídeo sob demanda (VOD) como a principal urgência.

O encerramento do evento, que se estendeu por quatro dias, reuniu diversos profissionais do audiovisual, representantes do governo, pesquisadores, estudantes e agentes culturais de várias partes do Brasil. Raquel Hallack, coordenadora-geral da Mostra, ressaltou que a carta reflete um esforço coletivo construído ao longo das edições do fórum.

Importância da Regulação do VOD

Raquel destacou que a Carta de Tiradentes representa um amadurecimento do setor, enfatizando que a regulação do VOD é uma demanda histórica. “Sem essa regulação, diversas outras políticas se tornam vulneráveis”, afirmou ela.

Embora a carta contenha 16 diretrizes, Raquel enfatizou que algumas delas devem ser priorizadas devido ao atual cenário político e econômico. “A carta organiza prioridades sem perder a complexidade do setor”, completou.

Tatiana Carvalho Costa, coordenadora do Fórum, apontou que as discussões sobre streaming agora incluem as plataformas independentes brasileiras, que muitas vezes são ignoradas nos debates legislativos. Ela mencionou a necessidade de integrar essas plataformas na regulação do streaming e de explorar o que pode ser feito a partir do pacto federativo.

Tatiana também destacou o papel crucial das plataformas independentes na promoção do cinema brasileiro. “Essas plataformas são essenciais para a difusão de obras independentes e para a formação de públicos diversos”, defendeu.

Diretrizes e Formação no Setor Audiovisual

A Carta de Tiradentes também sugere que mecanismos como a Política Nacional Aldir Blanc e os fundos regionais reconheçam as plataformas de streaming independentes como parte fundamental das políticas de difusão.

Débora Ivanov, produtora e coordenadora do Fórum, ressaltou que o evento não se limita à formulação de propostas, mas também serve como um espaço para a formação política e institucional do setor. “É inspirador ver gerações diferentes reunidas, todas focadas na construção do futuro do audiovisual”, afirmou.

Além disso, a carta reafirma a urgência da votação dos projetos de lei sobre a regulação do streaming, a defesa da propriedade intelectual das obras brasileiras, e a integração do cinema na educação. Raquel concluiu que a carta é um instrumento de pressão e proposição para o futuro do setor.

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