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Romeu Zema Defende Privatização Total e Agenda de Reformas para o Brasil

O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo), em evento da CNI  • Gabriel ...

Em recente evento na capital federal, o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) defendeu a desestatização de todas as empresas públicas, caso seja eleito. O ex-governador de Minas Gerais argumentou que as entidades estatais representam um dispêndio desnecessário para o erário.

Zema exemplificou sua visão com a gestão em Minas Gerais, onde o número de estatais foi drasticamente reduzido de 118 para a singular Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Segundo ele, essa medida visou eliminar o que descreveu como “cabides de emprego”, permitindo que as empresas, uma vez administradas pelo setor privado, apresentassem melhor desempenho.

Pilares para a Transformação Nacional

O pré-candidato detalhou os pilares de sua plataforma, focando em transformações econômicas e na segurança pública. O primeiro dos pilares, denominado “choque moral”, visa combater o que ele classificou como fragilidades institucionais. Zema afirmou ser o pré-candidato que mais se manifesta criticamente sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), apontando que chefes de Estado frequentemente se veem suscetíveis a pressões e chantagens corporativas. Ele também mencionou um processo judicial movido pelo ministro Gilmar Mendes, apesar de sua vida pública já ter sido extensivamente verificada sem constatação de irregularidades.

O segundo pilar é o “fim da gastança”, com o objetivo de reverter a atual conjuntura econômica. Ele apontou que taxas como a Selic em 14,5% e o crédito a 20% prejudicam as empresas e, paradoxalmente, beneficiam os rentistas. Para reverter esse cenário, defendeu a necessidade de novas alterações na Previdência Social, uma abrangente reforma administrativa e a reavaliação de programas sociais.

Na área da segurança pública, o terceiro ponto consiste em um “choque de gestão”. Zema apresentou El Salvador como um modelo, destacando que o país, antes dominado por grupos criminosos, tornou-se o menos violento das Américas ao classificar esses grupos como terroristas e aplicar penas mínimas de 25 anos. Ele indagou sobre a eficácia do sistema penal brasileiro, sugerindo que o baixo custo do crime no país poderia estar servindo como incentivo.

Diálogo com o Setor Empresarial

As declarações foram proferidas a um público de empresários na capital federal, durante um evento organizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No encontro, o ex-governador recebeu um documento detalhando as principais demandas do setor produtivo. Pré-candidatos como Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ronaldo Caiado (PSD) também haviam sido convidados, porém Flávio Bolsonaro e Lula não compareceram, alegando outros compromissos.

O compilado de reivindicações entregue aos potenciais futuros presidentes enfatiza pontos como a implementação da reforma administrativa, a regulamentação da reforma tributária, a atualização do Simples Nacional, a modernização da legislação trabalhista, a facilitação do acesso ao crédito para micro e pequenas empresas, e a promoção de iniciativas de incentivo ao empreendedorismo.

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