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São Paulo: 30 mil clientes ainda sem luz Cinco dias após ventania

© Paulo Pinto/Agência Brasil

Cinco dias após uma severa ventania atingir a capital paulista e sua região metropolitana, mais de 30 mil clientes ainda enfrentam a falta de energia elétrica. A situação, que se arrasta desde a última quarta-feira (10), tem gerado crescente indignação e severos transtornos para milhares de moradores e comerciantes. O número exato, de 30.028 consumidores, revela a persistência de um problema que, no auge do fenômeno climático, afetou cerca de 2,2 milhões de residências e estabelecimentos. A concessionária Enel, alvo de uma determinação judicial no sábado (13) para restabelecer o serviço em até 12 horas, sob pena de multa por hora, prometeu a normalização até o domingo. No entanto, a segunda-feira (15) amanheceu com um cenário desafiador para grande parte da população afetada.

A persistência da interrupção energética em São Paulo

O cenário atual e as áreas mais afetadas

Apesar dos esforços anunciados pela concessionária e da pressão judicial, a manhã desta segunda-feira (15) encontra 30.028 clientes da Enel na escuridão, representando 0,35% do total de consumidores atendidos. Este número, embora menor do que os picos iniciais, ainda denota um problema significativo e prolongado, especialmente para aqueles que já enfrentam a privação do serviço há quase uma semana. A maior concentração de afetados está na capital paulista, onde 20.305 clientes permanecem sem luz.

A situação é particularmente crítica em bairros da zona sul, leste e oeste de São Paulo, onde a interrupção no fornecimento elétrico tem causado uma série de transtornos. Além da capital, a região metropolitana também sofreu intensamente com os impactos da ventania. Municípios vizinhos, como Embu-Guaçu, chegaram a registrar 98% de seus clientes sem energia nos dias imediatamente após o evento climático, evidenciando a escala abrangente dos danos à infraestrutura. Embora alguns serviços tenham sido restabelecidos nessas áreas, a recuperação completa ainda é um desafio, impactando a rotina de milhares de famílias e a economia local.

Cronologia dos eventos e as reações da justiça e da concessionária

A força da ventania e seus impactos iniciais

O caos na rede elétrica de São Paulo teve início na última quarta-feira (10), quando uma forte ventania atingiu a cidade e suas adjacências. Os ventos, que chegaram a impressionantes 98 quilômetros por hora em algumas regiões, causaram uma devastação considerável. Mais de 330 árvores foram derrubadas, muitas delas caindo diretamente sobre a rede de fios, causando a destruição de cabos e postes. Este cenário levou à interrupção do fornecimento de energia para cerca de 2,2 milhões de consumidores em seu auge, espalhando os problemas por toda a capital e pelos municípios da região metropolitana. A magnitude dos danos estruturais foi um fator preponderante para a lentidão no restabelecimento do serviço, desafiando a capacidade de resposta da concessionária.

A intervenção judicial e as promessas de restabelecimento

Diante da prolongada falta de energia e da crescente insatisfação popular, o Poder Judiciário interveio na situação. No sábado (13), uma decisão judicial determinou que a concessionária Enel restabelecesse o fornecimento de energia para os clientes afetados em um prazo de até 12 horas. A ordem veio acompanhada de uma severa penalidade: uma multa de R$ 200 mil por hora de descumprimento. No mesmo dia em que a determinação judicial foi emitida, a Enel informou publicamente que o problema seria resolvido até o domingo. No entanto, a persistência da interrupção para milhares de clientes na manhã de segunda-feira (15) indica que a empresa não conseguiu cumprir o prazo estabelecido pela Justiça, expondo-a à aplicação das multas diárias e a uma nova onda de críticas por parte dos consumidores e autoridades.

Desafios e o impacto na rotina dos paulistanos

Consequências para moradores e comércios

A prolongada interrupção no fornecimento de energia elétrica tem causado uma série de desafios e impactos negativos na vida dos paulistanos. Para os moradores, a falta de luz significa a perda de alimentos perecíveis estocados em geladeiras e freezers, a impossibilidade de usar equipamentos eletrônicos essenciais para o trabalho remoto ou estudos, e a privação de conforto básico em um ambiente urbano. Além disso, a ausência de iluminação pública em áreas afetadas aumenta a sensação de insegurança, especialmente à noite. Muitos residentes foram obrigados a se adaptar a uma rotina de protestos e convivência com a precariedade, demonstrando a resiliência em meio à frustração.

Comerciantes também enfrentam grandes prejuízos. Estabelecimentos que dependem de refrigeração, como mercados e açougues, viram seus produtos estragarem, resultando em perdas financeiras significativas. A impossibilidade de operar caixas eletrônicos, máquinas de cartão e sistemas de iluminação afeta diretamente o fluxo de clientes e a capacidade de vendas, comprometendo a saúde financeira de pequenos e médios negócios. A economia local, já em recuperação, sofre um novo revés, evidenciando a fragilidade de sistemas essenciais diante de eventos climáticos extremos e a necessidade de uma infraestrutura mais robusta e eficiente.

Perspectivas e o clamor por resiliência na infraestrutura

A persistência da falta de energia para dezenas de milhares de clientes em São Paulo, cinco dias após a ventania, sublinha a urgência de um debate aprofundado sobre a resiliência da infraestrutura elétrica urbana. Enquanto a concessionária trabalha no restabelecimento do serviço, a lentidão do processo e o não cumprimento de prazos judiciais e promessas públicas acendem um alerta sobre a capacidade de resposta em situações de crise. A situação exige não apenas a reparação imediata dos danos, mas também investimentos estratégicos em modernização e robustez da rede, visando prevenir futuras interrupções em face de eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos. A população, que suporta os custos e os transtornos, clama por maior eficiência, transparência e responsabilidade por parte das empresas concessionárias e das autoridades reguladoras, assegurando que o fornecimento de energia, um serviço essencial, seja garantido com a qualidade e a segurança que os cidadãos merecem. A expectativa agora se volta para a celeridade na normalização completa e para as medidas futuras que serão tomadas para evitar que episódios como este se repitam.

FAQ

Quantos clientes permanecem sem energia em São Paulo?
Na manhã desta segunda-feira (15), 30.028 clientes da Enel continuam sem energia elétrica na capital e região metropolitana de São Paulo.

Qual foi a causa principal e a extensão inicial do apagão?
A causa principal foi uma forte ventania ocorrida na quarta-feira (10), com ventos de até 98 km/h, que derrubou mais de 330 árvores e danificou a rede elétrica, afetando inicialmente cerca de 2,2 milhões de consumidores.

Houve alguma determinação judicial para o restabelecimento da energia?
Sim, no sábado (13), a Justiça determinou que a concessionária Enel restabelecesse o fornecimento em até 12 horas, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora de descumprimento.

Para mais informações sobre a recuperação da infraestrutura de São Paulo e atualizações sobre serviços essenciais, continue acompanhando nossas notícias.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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