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Seis vereadores de Morada Nova, Ceará, são presos por suposto envolvimento com facções criminosas em 2026

G1

No município de Morada Nova, localizado no interior do Ceará, a situação política se tornou alarmante após a prisão de seis vereadores em 2026, acusados de ligações com facções criminosas. A primeira grande ação ocorreu em março, quando cinco parlamentares foram detidos em uma operação policial.

Operação Consorte e a prisão do último vereador

Um desdobramento dessa operação culminou na captura do vereador José Weder Basílio Rabelo, do Partido Progressista (PP), em 5 de julho. Este foi alvo de uma ação que visa desmantelar a estrutura financeira de uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 500 milhões.

Em defesa, o advogado de Rabelo, Igor Cesar Rodrigues, expressou sua insatisfação por não ter recebido acesso aos documentos relacionados à prisão, além de criticar a divulgação excessiva do caso na mídia.

Contexto das prisões anteriores

Em março, a Operação Traditori, promovida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-CE), resultou na prisão de cinco vereadores sob suspeita de financiamento ilegal de campanhas eleitorais por parte de uma facção criminosa. Os nomes dos vereadores detidos incluem Hilmar Sérgio Pinto da Cunha, Lucia Gleidevania Rabelo, Claudio Roberto Chaves da Silva, José Regis Nascimento Rumão e José Gomes da Silva Júnior.

O advogado Fernandes Neto revelou que o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) concedeu habeas corpus a Hilmar e Gleide Rabelo, alegando a falta de contemporaneidade nas acusações relacionadas às eleições de 2024. Ambos estão em liberdade, mas com medidas cautelares.

A Operação Consorte e seus desdobramentos

A Operação Consorte, que ocorreu simultaneamente em várias cidades do Ceará e em Belo Horizonte, envolveu mais de 100 agentes policiais, com o intuito de cumprir 27 mandados de busca e apreensão e seis de prisão. Este esforço busca aprofundar a investigação sobre o fluxo financeiro de recursos ilícitos, que se estima ser superior a R$ 500 milhões.

As investigações estão focadas na lavagem de dinheiro e na identificação dos mecanismos utilizados por essa organização criminosa, que possui ramificações em outros estados além do Ceará.

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