
O Sertão Central cearense registrou um total de 848 ocorrências de violência contra a mulher apenas nos primeiros seis meses deste ano. A informação, resultado de um levantamento exclusivo realizado com base nos dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), reflete a complexidade do problema na região.
As queixas, que abrangem diversas naturezas de agressão, como física, ameaça e psicológica, foram formalizadas nas delegacias regionais entre janeiro e junho. O mês de maio se destacou com o maior número de registros, somando 185 casos. Em sequência, abril contabilizou 147 ocorrências, janeiro teve 143, fevereiro registrou 138, junho apresentou 125 e março, 110 denúncias de violência.
Avanços e Desafios da Lei Maria da Penha
A divulgação desses dados coincide com o aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), marco legislativo crucial no combate à violência de gênero no Brasil, que completou duas décadas nesta sexta-feira (7). A legislação foi nomeada em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que se tornou um símbolo da luta por justiça após ser vítima de severas agressões por seu ex-companheiro, que a deixaram paraplégica.
Em escala estadual, o panorama não é diferente. No primeiro semestre deste ano, o Ceará totalizou 13.210 casos de violência contra a mulher, conforme os registros da SSPDS-CE. De maneira similar ao observado no Sertão Central, maio também figurou como o período com o maior volume de notificações em todo o estado, atingindo 2.414 queixas formalizadas.
