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Suspensão de Torcidas Organizadas em Fortaleza Após Confrontos Violentos

G1

Em Fortaleza, o Ministério Público do Ceará, através do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudetor), anunciou a suspensão de quatro torcidas organizadas por um período de cinco jogos. A decisão foi tomada após confrontos violentos entre torcedores que ocorreram em diversos bairros da cidade, horas antes do clássico entre Ceará e Fortaleza no Campeonato Cearense de 2026.

Motivos da Suspensão

Os incidentes de violência, registrados no último domingo, resultaram na detenção de mais de 350 indivíduos. Durante as abordagens, as autoridades apreenderam paus, pedras, rojões, socos-ingleses e outros artefatos explosivos. As torcidas afetadas pela medida são: Torcida Organizada do Ceará (TOC), Movimento Organizado Força Independente (MOFI), Bonde da Aliança e Força da Galera.

O Ministério Público comunicou a decisão à Federação Cearense de Futebol (FCF), aos clubes envolvidos, à Polícia Militar e ao Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Ceará (TJDF-CE). Segundo o órgão, a medida visa prevenir futuras ocorrências de violência e garantir a segurança nos eventos esportivos.

Consequências para os Torcedores

Durante o período de suspensão, haverá restrições adicionais, como a proibição do uso de instrumentos e materiais musicais nas áreas normalmente ocupadas por essas torcidas. O Ministério Público alertou que a reincidência em atos de violência poderá resultar em sanções ainda mais severas, incluindo o banimento das torcidas dos estádios por um tempo indeterminado.

Prisão de Torcedores Envolvidos

Após os confrontos, as prisões foram processadas entre segunda e terça-feira, com 231 adultos recebendo a prisão preventiva. Quinze indivíduos foram liberados, sendo que doze estão sob medidas cautelares. Dentre os 113 adolescentes apreendidos, 97 foram soltos na Delegacia da Criança e do Adolescente, enquanto 16 foram encaminhados ao Tribunal de Justiça.

Investigação de Ameaças de Facções

O Ministério Público também está averiguando ameaças de uma facção criminosa que teria ordenado a proibição de brigas entre torcedores dos clubes cearenses. Mensagens circuladas nas redes sociais indicam que a facção argumenta que os confrontos geram problemas à organização, levando à intervenção policial. Após a divulgação dessas ordens, presidentes de torcidas organizadas gravaram vídeos renunciando aos cargos, embora ainda não se saiba se essas renúncias estão diretamente ligadas às ameaças.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que a Polícia Civil está investigando todas as informações relacionadas a ações criminosas. O órgão ressaltou que as Forças de Segurança do Estado estão colaborando nas investigações.

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