
O Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSD-SP), anunciou que o documento referente às salvaguardas do acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi elaborado e enviado para a Casa Civil.
Próximas etapas do processo
Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (27) em um evento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Alckmin explicou que o texto seguirá para análise no Ministério da Fazenda e no Ministério das Relações Exteriores antes de ser assinado pelo Presidente.
O Vice-presidente destacou que, embora o acordo tenha um capítulo dedicado às salvaguardas, ele precisa ser devidamente regulamentado.
Defesa da abertura de mercado
Alckmin também abordou as preocupações de certos setores da economia em relação à abertura de mercado. Ele afirmou que a estratégia visa beneficiar a sociedade sem comprometer a produção nacional. ‘A lógica é que a sociedade ganhe com a abertura’, afirmou.
O Vice-presidente ainda enfatizou que, em caso de um aumento significativo nas importações, o governo está preparado para suspender a redução de impostos, uma decisão que será regulamentada pela presidência.
A proposta do governo brasileiro para criar um sistema de proteção a produtores nacionais em setores suscetíveis à concorrência europeia ganhou destaque após a União Europeia sugerir a implementação de salvaguardas ao Brasil. Setores como laticínios e vinhos manifestam preocupações sobre a possível perda de mercado.
