
Na última quinta-feira (5), a tocha olímpica chegou a Milão, destacando-se em frente à majestosa catedral gótica da cidade. O evento ocorreu na véspera da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, atraindo tanto aplausos quanto manifestações.
Cerimônia e Protestos em Milão
Nicoletta Manni, renomada bailarina do Teatro alla Scala, teve a honra de conduzir a chama até uma plataforma ao lado da catedral, onde a tocha foi usada para acender a pira olímpica. Apesar do clima de celebração entre os muitos presentes na Piazza del Duomo, que registraram o momento sob uma leve chuva, também ocorreram protestos.
Um grupo de manifestantes levantou bandeiras palestinas nas proximidades, demonstrando apoio aos habitantes da Faixa de Gaza. Outros protestos pró-Palestina foram registrados nas proximidades de uma universidade local durante a noite. É importante observar que Israel enviará uma delegação de dez atletas para os Jogos.
Na manhã do mesmo dia, o Greenpeace organizou uma manifestação em frente à catedral, criticando o patrocínio da petroleira Eni aos Jogos Olímpicos de Inverno. Uma instalação artística visível durante o protesto mostrava os anéis olímpicos cobertos de óleo, simbolizando a crítica a empresas que, segundo o grupo, contribuem para o aquecimento global.
As faixas exibidas pelos manifestantes clamavam: “Expulsem os poluidores dos Jogos”, refletindo preocupações com o impacto ambiental das mudanças climáticas nos esportes de inverno.
A tocha olímpica iniciou sua jornada pela Itália em dezembro após ser acesa em Roma, passando por todas as 110 províncias do país. Recentemente, a chama passou por Cortina d’Ampezzo, uma das cidades-sede dos Jogos.
A abertura oficial dos Jogos ocorrerá na noite de sexta-feira (16h de Brasília) no estádio San Siro, em Milão, com celebrações também em Cortina. De acordo com o jornal “Gazzetta dello Sport”, os ex-atletas olímpicos italianos Alberto Tomba e Deborah Compagnoni acenderão as piras olímpicas.
