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Tripulantes de Navio Africano Permanecem no Porto de Fortaleza Sem Visto

G1

Atualmente, nove tripulantes de um navio africano, que se encontra atracado no Porto de Fortaleza, não podem sair da embarcação devido à falta de visto. A situação ocorre no feriado nacional da Paixão de Cristo, na sexta-feira (3). Das 11 pessoas resgatadas, apenas dois, que são europeus, possuem os documentos necessários para circular pelo Brasil.

Os tripulantes ganenses, que totalizam nove, estão restritos ao navio, uma vez que só podem transitar no país na presença de uma autoridade. Entre os europeus, um está hospedado em um hotel, enquanto o outro permanece a bordo com os colegas africanos, conforme informações da TV Verdes Mares.

Resgate e Condições dos Tripulantes

Esses tripulantes passaram quase dois meses à deriva no Oceano Atlântico antes de serem rebocados ao Brasil pela Marinha. Na última quinta-feira (2), eles foram atendidos em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Fortaleza, onde receberam cuidados médicos devido às precárias condições em que se encontravam.

Conforme a Polícia Federal, os tripulantes apresentavam condições de higiene inadequadas, acessos limitados a água potável e níveis elevados de estresse. Para que os ganenses possam desembarcar, é necessária uma autorização especial, e o órgão aguarda um ofício da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará.

Apoio Humanitário e Situação Burocrática

A Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará está prestando apoio aos tripulantes, tendo acompanhado o atendimento na UPA até o final do dia 2 de março. Eles receberam cestas básicas para se alimentarem durante o feriado. A coordenadora do órgão, Jamina Teles, destacou que os tripulantes apresentavam problemas de saúde, incluindo hipertensão e diabetes, agravados pela falta de medicação.

Além do suporte alimentar e médico, a Política Estadual para Migrantes e Refugiados colabora com a Polícia Federal para resolver as questões burocráticas relacionadas à falta de visto dos tripulantes africanos.

Contexto do Incidente

O navio, que partiu do Senegal com destino à Guiné-Bissau, enfrentou problemas hidráulicos que comprometeram a comunicação da tripulação. O contato só era possível por meio de rádio VHF, limitando a comunicação a embarcações próximas. O resgate, realizado pela Marinha do Brasil, envolveu diversas embarcações, incluindo o Navio-Patrulha Oceânico Araguari e o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo, que trouxe o navio para Fortaleza no dia 27 de março.

A Marinha do Brasil ressaltou a importância das operações de busca e salvamento, não apenas para garantir a segurança da navegação, mas também para preservar a integridade física e psicológica dos tripulantes, que em breve poderão retornar para suas casas.

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