
Na última quinta-feira (2), a Marinha do Brasil resgatou a tripulação de um navio africano que estava à deriva no Oceano Atlântico por quase dois meses. Os 11 tripulantes foram levados para a UPA da Praia do Futuro, em Fortaleza, onde receberam cuidados médicos.
Condições dos Tripulantes
A Polícia Federal informou que os resgatados encontravam-se em condições precárias, com falta de higiene adequada, escassez de água potável e altos níveis de estresse psicológico. Além disso, a comunicação com familiares estava interrompida.
Dentre os 11 tripulantes, a maioria é originária de Gana, enquanto dois são da Europa, um do Países Baixos e outro da Albânia. Até o momento, eles continuam alojados na embarcação que os trouxe.
Histórico da Embarcação
O navio partiu do Senegal com destino à Guiné-Bissau, onde deveria passar por atualizações documentais. No entanto, uma falha hidráulica comprometeu a comunicação com o comandante, impossibilitando contatos via satélite e rádio de longo alcance.
A única forma de comunicação disponível era através de VHF, que permitia apenas a recepção de informações de embarcações próximas.
Operação de Resgate
No dia 9 de março, a Marinha enviou o Navio-Patrulha Oceânico Araguari para avaliar a situação do navio à deriva e, se necessário, fornecer apoio. Simultaneamente, o navio Corveta Caboclo partiu de Salvador para auxiliar no resgate.
Dias depois, o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo, que havia saído de Natal, conseguiu rebocar a embarcação até o Porto de Fortaleza, onde chegou em 27 de março.
O Vice-Almirante Jorge José de Moraes Rulff, Comandante do 3º Distrito Naval, ressaltou que as ações da Marinha foram fundamentais não apenas para o salvamento dos tripulantes, mas também para garantir a segurança da navegação e prevenir a poluição hídrica.
