
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou em uma entrevista concedida à revista Time a possibilidade de retaliações iranianas que poderiam afetar o solo americano. Ele declarou: “Como eu disse, algumas pessoas vão morrer. Quando se vai à guerra, algumas pessoas morrem”.
Trump ressaltou que a população americana já vive com a preocupação de ataques em seu território. “Nós pensamos nisso o tempo todo. Nós nos planejamos para isso. Mas sim, sabe, esperamos algumas coisas”, afirmou.
As forças iranianas reagiram a ações militares dos EUA e de Israel com bombardeios utilizando mísseis e drones, atacando bases americanas e aliados, especialmente aquelas localizadas no Golfo. Um ataque específico resultou na morte de seis militares americanos em um centro de comando no Kuwait.
Em um momento crítico, Trump recebeu informações sobre a localização do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, quando acabara de chegar ao resort Mar-a-Lago, na Flórida. Após consultas com altos oficiais militares e de inteligência, optou por um ataque que resultou na morte de Khamenei. “Fomos bem antes do previsto”, comentou Trump em uma ligação com a revista.
Na entrevista, Trump reafirmou o compromisso dos Estados Unidos em promover mudanças no regime do Irã e expressou sua intenção de participar na escolha do próximo líder iraniano. “Uma das coisas que vou pedir é a capacidade de trabalhar com eles na escolha de um novo líder”, afirmou.
Ele enfatizou que seu objetivo é eliminar a ameaça nuclear que o Irã representa, além de desmantelar seu programa de mísseis e implementar um governo alinhado com os interesses ocidentais. “Precisamos poder lidar com pessoas sãs e racionais”, declarou.
Trump classificou a operação como uma medida preventiva, afirmando que a política “América em primeiro lugar” se refere à proteção dos Estados Unidos contra ataques externos. Ele destacou que em algumas situações, a ação militar é inevitável: “Esta foi uma dessas ocasiões.”
O presidente reiterou que não permitirá que o Irã possua armas nucleares, destacando a necessidade de impedir o desenvolvimento de mísseis balísticos. Ele acredita que os objetivos da operação podem ser alcançados em um período de quatro a cinco semanas, mas não definiu um prazo específico, afirmando: “Não tenho limite de tempo para nada. Quero que seja feito.”
