
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em sua recente passagem pelo Ceará no último sábado, 4 de maio, destacou a urgência de um apoio mais substancial do Governo Federal para que o estado possa enfrentar os desafios relacionados à segurança pública. A afirmação foi feita durante uma entrevista concedida à rádio O POVO CBN.
Demanda por apoio federal na segurança
Apontado como um possível concorrente à Presidência da República nas eleições de 2026, Zema avaliou que o avanço da criminalidade no Ceará exige uma atuação mais contundente por parte da União. Segundo o governador, o estado figura entre os mais afetados pela violência no país, justificando uma intervenção federal ampliada para auxiliar no combate às facções e na diminuição dos índices criminais.
Observações sobre a capital cearense
Ainda durante a entrevista, o gestor mineiro fez comentários acerca da situação de Fortaleza. Ele relatou ter percebido problemas urbanos em diversas áreas da Capital, incluindo imóveis desocupados, acúmulo de resíduos e evidentes sinais de degradação em alguns logradouros públicos.
Cenário político nacional e endossos
Ao abordar o panorama político nacional, Zema comentou sobre as articulações dos grupos de direita para o pleito de 2026. Sem nomear lideranças específicas, o governador expressou sua discordância com aproximações de setores conservadores a nomes que, em sua visão, possuem um histórico político ligado a pautas da esquerda.
Zema também reafirmou seu apoio ao senador Eduardo Girão como pré-candidato ao Governo do Ceará. Para o governador, o parlamentar representa uma alternativa para promover as transformações necessárias na administração estadual.
Propostas econômicas e críticas
Na esfera econômica, o chefe do Executivo mineiro defendeu a redução dos tributos incidentes sobre a conta de energia elétrica. Segundo ele, essa medida contribuiria para diminuir os custos para consumidores e empresas, além de fortalecer a competitividade do país na atração de investimentos, especialmente na região Nordeste.
Questionado sobre diretrizes para um eventual governo federal, Zema indicou que manteria programas sociais e serviços públicos considerados essenciais, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Bolsa Família, mas ressaltou a necessidade de aperfeiçoamentos em sua gestão e funcionamento.
O governador também reiterou críticas à condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele argumentou que o aumento das despesas públicas influencia a manutenção de taxas de juros elevadas, encarecendo o acesso ao crédito para a população e as empresas.
Experiência administrativa como credencial
Destacando sua própria trajetória administrativa, Zema citou a gestão em Minas Gerais como uma credencial para uma eventual disputa presidencial. Ele enfatizou que o estado alcançou avanços em áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança, resultados atribuídos a medidas de controle de gastos e reorganização administrativa.
Agenda de compromissos no Ceará
Durante sua estadia no Ceará, o governador participou de compromissos promovidos pelo Partido Novo, visitou uma escola cívico-militar no município de Maracanaú e cumpriu uma agenda conjunta ao lado de Eduardo Girão. A programação também incluiu visitas a pontos da Capital e encontros com apoiadores e veículos de comunicação.
