
Carlomam dos Santos Nogueira, de 29 anos, foi apontado como um dos responsáveis pela morte do proprietário da chácara que se tornou cenário da maior chacina do Distrito Federal. Ele já havia sido condenado em 2021 a sete anos e um mês de prisão por suas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto cumpria pena no Complexo Penitenciário da Papuda, devido ao roubo de um veículo. Na ocasião do crime, Carlomam estava em prisão domiciliar.
Confirmação da Ligação com o PCC
A associação de Carlomam ao PCC foi corroborada por meio da análise de anotações apreendidas, que foram comparadas com dados oficiais do sistema prisional, como apelidos e histórico de encarceramento. Documentos revelaram que ele foi ‘batizado’ na facção em agosto de 2017, durante sua detenção.
Depoimentos de policiais envolvidos nas investigações também reforçaram a evidência da ligação do réu com a organização criminosa. O nome de Carlomam, conhecido como ‘Carlin’, foi encontrado em registros internos do PCC, obtidos em operações realizadas no sistema prisional. As informações foram consideradas consistentes e alinhadas com outras provas coletadas.
Desdobramentos Jurídicos
O caso de Carlomam transitou em julgado em 2022, e em 2025, após um pedido de revisão de pena, a Justiça decidiu manter a condenação. Os juízes confirmaram a participação do réu no PCC, apesar de não desempenhar uma função de destaque e por um período limitado.
Além de sua associação com uma das principais facções criminosas do Brasil, ‘Carlin’ possui outras condenações, incluindo um roubo majorado em 2017, pelo qual recebeu uma pena de cinco anos e quatro meses. Nesse incidente, ele utilizou uma arma simulada para roubar o veículo de uma mulher.
Julgamento e Acusações
No dia 13 de abril, Carlomam compareceu ao Tribunal do Júri de Planaltina, junto a outros quatro réus acusados pela chacina. Caso sejam condenados, cada um pode enfrentar penas que somadas ultrapassam 70 anos, totalizando até 385 anos. O réu foi identificado durante o julgamento com cabelo raspado e é considerado um dos principais acusados do crime.
Carlomam participou ativamente do plano criminoso que resultou na execução de dez pessoas, com o objetivo de tomar posse de uma chácara no Itapoã (DF), avaliada em R$ 2 milhões. O local, com características atrativas, foi alvo de uma disputa judicial, e o plano dos assassinos envolvia eliminar todos os membros da família para garantir a posse do imóvel.
Os membros da família foram atraídos para armadilhas e assassinados um a um. O primeiro a ser morto foi Marcos Antônio, que foi alvo direto de Carlomam, que teria disparado um tiro em sua nuca e incendiado um carro para encobrir o crime. Após a prisão de outros envolvidos, ele chegou a ficar foragido, mas se entregou dias depois.
