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Empresas de Minas Gerais negociam aluguel de fábrica da Libra em Banabuiú, com promessa de novos empregos

Redação

O futuro do complexo industrial da antiga filial da Libras Ligas em Banabuiú, que encerrou suas operações no fim de abril, parece estar próximo de uma definição. Três companhias do estado de Minas Gerais demonstraram interesse na estrutura, e pelo menos uma delas já se encontra em estágio avançado de negociações para formalizar um contrato de locação.

O acordo em estudo prevê a utilização das instalações da antiga Libra em Banabuiú sob um regime de aluguel, com o propósito de produzir ferro. Isso sugere que a unidade fabril de Banabuiú poderá retomar suas atividades, mas agora sob a gestão de uma nova empresa, que exploraria a infraestrutura existente para a fabricação de seus próprios produtos.

Informações exclusivas obtidas pela reportagem com uma fonte indicam que os três potenciais investidores, todos com atuação no setor de metalurgia e sede em Minas Gerais, estão em contato com o proprietário da Libra, o empresário Cândido da Silveira Quinderé. As conversas com ao menos uma dessas empresas, segundo a fonte, estão bastante avançadas. A equipe de reportagem tentou contato com o departamento jurídico da Libra, responsável pela comunicação com a imprensa, mas não obteve sucesso. O espaço permanece aberto para manifestação.

Caso a transação seja concretizada, a expectativa é de geração de novas vagas de trabalho em Banabuiú. Existe uma forte inclinação para que os ex-funcionários da Libra recebam prioridade no processo seletivo, considerando a potencial demanda por profissionais com experiência prévia na área, o que beneficiaria os trabalhadores que foram desligados.

A Libras Ligas desativou sua planta em abril deste ano, citando como principais motivos a elevação dos custos logísticos e de produção de ferrossilício, seu principal item de comercialização. A decisão impactou todos os níveis da equipe, resultando na demissão de cerca de 200 colaboradores.

A imposição de novas tarifas de exportação ao Brasil pelo governo do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também influenciou a decisão de encerrar as operações. Aproximadamente 90% da produção da Libra era exportada, sujeitando a empresa a essas tarifas e contribuindo para o aumento significativo dos custos operacionais.

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