
A seleção da Espanha garantiu sua presença nas semifinais da Copa do Mundo ao superar a Bélgica por 2 a 1 em uma partida emocionante realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos. O resultado mantém aceso o objetivo espanhol de conquistar sua segunda estrela mundial e, ao mesmo tempo, encerra a trajetória da equipe belga na competição, que via em campo sua última chance de sucesso com a chamada “geração dourada”.
Com a vitória, os ibéricos se preparam agora para um confronto de alto nível contra a França, que definirá um dos finalistas do torneio. O embate decisivo está agendado para a próxima terça-feira, dia 14 de julho, com início às 16h (horário de Brasília), na cidade de Dallas, também em território norte-americano.
Retorno Histórico e Rivalidade Consolidada
Esta classificação representa o retorno da Espanha a uma semifinal de Copa do Mundo após um hiato desde o título de 2010. Nas edições seguintes, a equipe não obteve o mesmo êxito, caindo na primeira fase no Brasil (2014) e nas oitavas de final na Rússia (2018) e no Catar (2022). O desempenho atual marca uma fase de reascensão para a ‘Fúria’.
O recente triunfo espanhol não apenas prolongou para doze jogos a invencibilidade da equipe em confrontos diretos com a Bélgica, mas também teve um caráter de revanche. A Espanha foi eliminada pelos próprios belgas nas quartas de final da Copa de 1986, no México, em uma disputa de pênaltis, após um empate de 1 a 1 no tempo regulamentar.
Por outro lado, a derrota assinalou o desfecho da era de uma geração talentosa da Bélgica. Nomes como o goleiro Thibaut Courtois, o meio-campista Kevin De Bruyne, o volante Alex Witsel e o atacante Romelu Lukaku, embora com carreiras brilhantes em clubes europeus, não conseguiram traduzir esse sucesso em um título mundial para sua nação. O ponto alto dessa formação foi a semifinal da Copa de 2018, onde eliminaram o Brasil, e a presença entre os quatro melhores na Liga das Nações de 2021.
Detalhes da Partida e Heroísmo do Banco
A Bélgica entrou em campo com três alterações na escalação. Duas delas foram forçadas por lesões: o volante Amadou Onana, com uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho direito, e o capitão Youri Tielemans, que sentiu dores no aquecimento, foram substituídos por Kevin De Bruyne e Hans Vanaken, respectivamente. No ataque, Jeremy Doku reassumiu a titularidade, enviando Dodi Lukébario para o banco.
Do lado espanhol, o técnico Luis de la Fuente realizou apenas uma mudança no setor de meio-campo. Fabián Ruiz, que havia perdido a posição após o empate sem gols na estreia contra Cabo Verde, retornou à titularidade, ocupando a vaga de Pedri, que havia iniciado a partida anterior contra Portugal.
Foi precisamente Fabián Ruiz quem inaugurou o placar para a Espanha. Após cerca de 29 minutos de domínio da ‘Fúria’, o atacante Lamine Yamal lançou Pedro Porro pela direita. O lateral cruzou rasteiro, Dani Olmo finalizou de primeira, e após a defesa de Courtois, o rebote sobrou para Ruiz mandar a bola para as redes, colocando os espanhóis em vantagem.
Contudo, a Bélgica demonstrou sua letalidade na única chance clara que teve. Aos 39 minutos, Kevin De Bruyne, atuando pelo lado direito, cruzou para a área. Charles De Ketelaere superou o zagueiro Pau Cubarsi e cabeceou para o gol, quebrando a impressionante sequência de Unai Simón, que havia mantido sua meta inviolável por 648 minutos em Copas do Mundo.
O cenário de pressão espanhola se manteve após o intervalo, e a solução para o impasse veio, mais uma vez, do banco de reservas. Mikel Merino, tal qual nas quartas de final contra Portugal, foi o responsável por marcar o gol decisivo nos minutos finais da partida, assegurando a vitória por 2 a 1 e carimbando a passagem da Espanha para as semifinais do torneio.
