
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um novo alerta sobre a elevação da incidência de vírus respiratórios no Brasil. Conforme o boletim semanal InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira, observa-se uma tendência de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao Sars-CoV-2. Apesar da escalada desses patógenos, o número de novos casos semanais de SRAG decorrentes da COVID-19 permanece em patamares baixos em todo o território nacional.
Cenário Nacional dos Vírus Respiratórios
O levantamento da Fiocruz indica um leve sinal de retomada no aumento de ocorrências de SRAG em crianças e adolescentes com idades entre 2 e 14 anos, enquanto a estabilização é notada nas demais faixas etárias. Em contrapartida, o relatório aponta uma redução nos casos de SRAG provocados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e pela Influenza B. As hospitalizações causadas pela Influenza A, por sua vez, encontram-se estáveis e com baixa incidência.
Recomendações Essenciais de Saúde
Diante deste panorama epidemiológico, os pesquisadores enfatizam a relevância de a população prioritária verificar a atualização da vacinação contra a COVID-19. Para as gestantes, a orientação é ainda mais específica: a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é considerada fundamental, reforçando a proteção para este grupo vulnerável.
Situação da SRAG em Estados e Capitais
No âmbito regional, o boletim revela que Alagoas, Roraima e Sergipe estão em nível de alerta, risco ou alto risco para a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave nas últimas duas semanas, com indícios de progressão nas seis semanas antecedentes. Nestes estados, o aumento das infecções respiratórias graves afeta principalmente o público infantojuvenil. Em Alagoas e Sergipe, o metapneumovírus é o agente viral majoritariamente associado a esse incremento. Para Roraima, não há dados suficientes para determinar o vírus responsável.
Outras cinco unidades federativas – Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – também registram a incidência de SRAG em níveis de alerta ou risco, mas sem demonstrar uma tendência de crescimento prolongado. Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nos últimos quatorze dias.
Padrão de Incidência e Mortalidade da SRAG
A análise da incidência e da mortalidade semanal média ao longo das últimas oito semanas epidemiológicas, conforme dados do InfoGripe, reitera um perfil comum: a SRAG impacta de forma mais acentuada os extremos das faixas etárias. A incidência da síndrome é mais elevada em crianças com até dois anos de idade, enquanto os óbitos relacionados à doença predominam na população a partir dos 65 anos.
