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Cordão da Bola Preta, o mais antigo bloco do Rio, será agraciado com centro cultural

© Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil

O Cordão da Bola Preta, reconhecido como o bloco carnavalesco mais antigo do Rio de Janeiro, está prestes a receber um novo centro cultural. A nova instalação será inaugurada na Rua da Relação, no coração da cidade, onde se localiza a sede do bloco.

Início das obras e expectativas

As obras estão previstas para começar no primeiro semestre deste ano, com um prazo de conclusão estimado em oito meses. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Paes durante uma visita ao bloco, realizada na última sexta-feira (6).

Desde 2007, o Cordão da Bola Preta é considerado um bem cultural imaterial da cidade do Rio de Janeiro e promove diversas atividades relacionadas ao samba em sua sede.

Pedro Ernesto Marinho, presidente do Cordão da Bola Preta, expressou sua emoção em relação ao projeto: “Este é um momento crucial para a história e o futuro do nosso bloco, que é uma das maiores instituições culturais do carnaval carioca e, talvez, do Brasil. Essa obra é essencial para a preservação da nossa história”.

Detalhes do projeto

O projeto de revitalização inclui a reconstrução de um sobrado, além da restauração de fachadas e esquadrias, com a modernização das instalações. A nova estrutura contará com um bistrô, cozinha, hall de entrada, recepção e espaço para shows, além de uma área de convivência.

No mezanino, haverá camarote, hall e banheiros, enquanto o andar superior abrigará a administração, copa e depósito. A área total a ser reformada soma 1.200 metros quadrados, com capacidade para acomodar até 1.200 pessoas.

Breve história do Cordão da Bola Preta

O Cordão da Bola Preta foi fundado em 13 de dezembro de 1918, a partir de um grupo de amigos que se reuniam no bar Cave de Ouro, na Rua da Carioca, com o intuito de preservar as tradições do carnaval de rua em um período de profundas transformações urbanas e culturais na cidade.

Desde sua criação, o bloco adotou as cores preto e branco. Entre as décadas de 1930 e 1970, manteve a tradição de cordão carnavalesco, com marchinhas, metais e percussão, tornando-se um ponto de encontro para músicos e foliões na sua sede atual, localizada na Rua da Relação.

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