
O candidato Ciro Gomes (PSDB) manifestou profunda satisfação e honra pelo apoio formalizado do Partido Liberal (PL) à sua postulação para o governo do Ceará. A decisão foi homologada em convenção estadual do PL na última quarta-feira (22), que também oficializou Alcides Fernandes e Priscila Costa como candidatos ao Senado e à Câmara dos Deputados, respectivamente.
Através de um vídeo divulgado nas plataformas digitais, Gomes fez questão de agradecer aos convencionais, membros e filiados do Partido Liberal. Ele ressaltou a confiança depositada e a escolha de unir forças em sua campanha no estado.
Divisões internas no PL e o cenário político cearense
O endosso do PL à candidatura de Ciro Gomes, que já foi governador do Ceará, gerou uma cisão significativa dentro da própria legenda. Enquanto o deputado federal André Fernandes, presidente do diretório estadual, e o senador Flávio Bolsonaro apoiam o político do PSDB, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou suporte ao senador Eduardo Girão (Novo).
Em sua fala, Ciro Gomes criticou o atual cenário do Ceará, alegando que o estado enfrenta um período de grave dificuldade. Ele apontou um suposto aumento da violência e da corrupção nos últimos doze anos, indicando um abandono da população pela administração estadual.
Para o candidato, a dimensão desses problemas exige que as divergências políticas sejam superadas. Ele elogiou a postura do PL como um exemplo de união, motivada pela preocupação com o sofrimento do povo cearense, que enfrenta desafios em áreas como a saúde e a segurança pública, esta última marcada pela atuação de facções criminosas.
A aliança de Ciro Gomes com figuras associadas ao bolsonarismo no Ceará reflete também uma antiga desavença com seu próprio irmão, o senador Cid Gomes (PSB). A ruptura entre os irmãos ocorreu após um racha no Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Ceará, levando-os a trilhar caminhos distintos. Atualmente, Cid Gomes conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para sua reeleição ao Senado.
O ex-ministro avaliou a movimentação do Partido Liberal como uma iniciativa capaz de mitigar a polarização política que se manifesta tanto no Brasil quanto no Ceará. Ele sugeriu que o estado pode ser um modelo para o país na busca por soluções conjuntas para os problemas sociais, diminuindo a radicalização e o confronto ideológico.
