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Pescador Salva Banho em Perigo na Praia da Pedra Rachada, Paracuru

G1

Um homem de 35 anos, identificado como pescador amador, realizou o resgate de uma mulher que estava sendo arrastada pela correnteza na Praia da Pedra Rachada, localizada em Paracuru, no litoral oeste do Ceará. O incidente ocorreu em novembro, mas ganhou destaque nas redes sociais recentemente.

Detalhes do Resgate

Felipe Rocha, residente da cidade, relatou que estava pescando com um amigo quando avistou a mulher em dificuldades. Naquele momento, a mulher já se encontrava sendo puxada pela força da água em uma área conhecida por sua profundidade, especialmente quando a maré começa a recuar.

Ela se aproximou pedindo socorro, afirmando que a correnteza a estava levando. Todo o incidente foi registrado em vídeo, pois Felipe costuma filmar suas pescarias. Ele deixou a câmera apoiada em uma pedra antes de entrar na água para prestar ajuda.

“Segurei numa pedra e consegui puxá-la pelo braço. Se ela tivesse caído um pouco mais na correnteza, eu teria que jogar minha bolsa para ela e tentar resgatá-la com mais dificuldade”, descreveu o pescador.

Após ser retirada da água, a mulher expressou sua gratidão e se dirigiu à areia, onde foi acompanhada por outra pessoa.

Histórico de Acidentes na Região

Felipe mencionou que a região da Pedra Rachada já registrou acidentes semelhantes, uma vez que a água nesse local frequentemente apresenta um aspecto limpo, gerando a falsa impressão de que é raso.

Com a maré baixa, uma vala se forma, permitindo que a água flua rapidamente em direção ao mar. “As pessoas se aventuram porque o local é bonito quando a maré está baixa. Elas pensam que é seguro e acabam não compreendendo a força da correnteza ou podem não ter habilidades adequadas para nadar”, alertou.

Felipe também lembrou de um incidente trágico em que um pescador perdeu a vida na mesma área anos atrás após ser arrastado pela correnteza.

Ele acredita que a mulher resgatada não era da cidade, uma vez que os moradores geralmente conhecem os perigos da região. “Quem vive aqui tem mais cautela. Eu suspeito que ela era turista, pois não parecia familiarizada com o local”, concluiu.

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